sexta-feira, 22 de abril de 2011

Verdades e assim assim

Adorei a comparação. Explica o sabor a nada com que ficamos no fim das conversas em que a solução que nos apresentam se resume num "Esquece!". Só a entende quem já ouviu assim um "Esquece!" destes. Quem, calando-se, se revoltou com a facilidade com que nos venderam a dor de alma maior e que corta a lâmina o coração só de se adivinhar. Compreende-a, digo eu, talvez melhor ainda quem já gemeu um "eu não aguento mais" mas seguiu em frente, escorrendo sangue imaginário num bom pedaço de vida. E, desses, quem, um dia, percebeu que as cicatrizes também fazem a nossa história.

2 comentários:

  1. Ah...
    Mas ainda não me convenci a esta altura da vida, que eu seria pior pessoa sem as cicatrizes de alma e coração ( que de vez em quando voltam a sangrar,abundantemente..e indelevelmente, matam-nos algum do brilho de alma e dos olhos). São bem mais amenas as cicatrizes cirúrgicas- saram, definitivamente e, com sorte ( e caso tenha tido um brilhante bisturi) até nos dão um bocadinho de charme...

    Bj.
    C(en)

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