domingo, 23 de junho de 2013

Doméstica(da)

A propósito do comentário da Mariposa ao post anterior...

Eu costumo dizer, sem falsas modéstias, que o mundo, para ganhar um fraco remedeio de jurista, perdeu uma inexcedível mulher a dias ou esteticista. Mesmo. Acho que podia ganhar a vida a limpar casas. Adoro dar uma geral. Adoro deixar uma casa limpinha, perfumada, arrumada, irrepreensível. Adoro. Mas há duas tarefas domésticas que me cansam a beleza: passar a ferro e limpar o pó. A sério. Oh coisinha mais chata da vida, credo. Passo mal a ferro, ainda por cima. Ou melhor, eu não passo mal, mas passo muito devagar. A minha mãe diz que dou muito dinheiro a ganhar à EDP de cada vez que teimo em passar a ferro. Também por isso, mas muito porque lá há outras condições, desde que dispensei a minha Dona G. que a mum me convenceu a levar a roupa para ser tratada em casa dela. Para além de haver uma divisão só para isso, há uma manhã por semana em que a nossa F. só trata da roupa e, honestamente, se não fossemos eu e o mano, não seriam duas pessoas que justificariam uma manhã a passar a ferro. Ultimamente, porém, e porque agora a F. começa a ter também de dar alguma atenção ao jardim, decidi aliviar-lhes um bocadinho a carga e assumir não só a tarefa das limpezas do lar (que sempre me couberam) mas também a de passar a ferro. Quando chegar o Inverno, volto a levar tudo para lá, evito as pilhas de nervos de passar as coisas esturricadas pela máquina e vivemos todos felizes para sempre. Já sabem. Se precisarem de quem vos ponha umas loiças de casa de banho a brilhar, de quem vos organize uma gaveta de roupa, de quem vos faça uma cama a preceito, de quem areie uns bicos de fogão, de quem vos esfregue decentemente umas juntas de azulejo, etc... é falarem comigo. Se o vosso mal é pó e roupa para passar... se calhar é melhor ficarmos por aqui. Como engomadeira sou excelente a fazer doces. É isto, pessoas. 

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